quarta-feira, 15 de abril de 2009

Compreensão da Natureza, Experiencialismo e Razão

Desde o século II era aceite geralmente o sistema geocêntrico formulado pelo geógrafo Ptolomeu como matriz explicativa do Universo. No entanto as viagens de descobrimento realizadas pelos portugueses e a observação detalhada e rigorosa dos fenómenos gerográficos bem como o desenvolvimento e descoberta de mais rigorosos instrumentos de medição e observação dos astros levou a um melhor conhecimento do Universo e à formulação de novas teorias que rejeitavam a explicação tradicional demonstrando uma nova atitude crítica desconhecida até então. Neste campo destacaram-se sábios e geógrafos portugueses como Duarte Pacheco Pereira, D. João de Castro e Pedro Nunes.

Também a descoberta da imprensa por Gutenberg teve as mais graves consequências para o ensino e o conhecimento dominado até então pela religião. Em breve, oficinas de imprensa surgiram nas mais importantes cidades da Europa difundindo o livro e estimulando a criação literária e a divulgação da ciência. Ao mesmo tempo alargaram-se os horizontes do espírito crítico e a contestação à Igreja e aos poderes tradicionais tornaram-se catalisadores de grandes descobertas científicas e importantes mudanças sociais.

Surgem assim Copérnico (1543) e Galileu que formulam novas concepções do universo com base no sistema heliocêntrico opondo-se as concepções defendidas pela Igreja e pelo cânone académico tradicional. O Sol estava no centro do sistema solar e a Terra girava em seu redor.

Para Leonardo da Vinci o saber devia resultar da observação da Natureza e da interpretacão racional dos factos: a razão ou explicação racional como fundamento do conhecimento.

Visionamento de filme sobre Galileu Galilei

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